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Desconhecendo a intimidade
do abismo dos teus versos
e da profundeza do teu enlace,
tateio a espelhada armadura
que envolve tua face.
Inebriada,
tatuo meus anseios no frio metal
maculando tão tênue proteção,
que de sonho moldada, torna-se real;
é agora pedaço do meu coração.
Embaraçada,
percebo tua inflamada latência
derretendo os elmos do desejo,
revelando olhos que almejo,
a confundir-me razão e emoção.
Quedadas,
eu e tão frágil couraça nos reconhecemos,
refugiando-nos em ninhos no teu peito,
que em descompassos rende-se a mim,
e faz de ti, anjo de couraça quebrada,
homem perfeito...
Elise
Escrito por Elise às 15h03
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(Foto: Pedro Gomes)
Despedaçado sobre mim,
o estilhaço da tua presença
sangrou a chaga seca da saudade
e invadindo meu peito
fez da cicatriz da tua lembrança
o perene pulsar de um coração umedecido.
De amor.
Escrito por Elise às 15h22
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(sonhoseprazer.hpg.ig.com.br)
Tua boca
passeando em meus segredos,
descobrindo meu desejo represado,
minha ânsia de quereres,
de esperas.
A tua língua
deslizando em minha umidade,
invadindo meu vênus,
meu universo.
Minha língua
esculpindo tua rigidez insolente,
teu pulsar de expectativas,
de anseios;
tuas cobiças.
A minha boca
enlaçando teu verbo,
moldando tua latência,
tua fome.
Minha alma
reinventando tua vontade
inconfessa
de mim.
Teu corpo
saciando minha sede
sôfrega
de ti.
Elise
* si puguera participar del teu vaivé
i endinsar-me com un vaixel
pels camins que et solquen la pell *
Escrito por Elise às 12h37
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(Foto: Roberto Ramos)
Enquanto pincéis e tintas
insistem em refletir
em meus olhos
um reluzente arco-íris,
fazendo de mim
prosa colorida;
enquanto as letras
brincam comigo,
ganhando texturas, formas
e cores,
feito Minas de palavras preciosas
adornando telas,
eu reinvento versos,
e dou cor
à minh`alma,
desprendendo o coração
do labirinto monocromático...
E viro aquarela.
de estrofes.
Elise
(Para Geórgia, renascida, reinventada e sempre preciosa.)
Escrito por Elise às 00h54
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(Foto: Gil Garcia)
Teus olhos atemorizados
fitando, indecisos,
meu choro, minha fronte,
rasgando meus sentidos.
Tua íris trêmula,
escorrendo orvalhos,
desfazendo meu sorriso,
concretizando, aos poucos,
meu pesadelo mais temido.
Teus cílios inquietos,
cerrando esperanças,
desfazendo premissas,
quebrando alianças.
Teu olhar
refletindo minha dor,
lacrimejando
os resquícios de um amor.
Elise
Escrito por Elise às 22h48
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Que neste instante
a força do vento que percorre meu corpo
alimente a labareda intensa em meu peito
e que o calor provocado
aqueça meu coração desenganado.
Que esse vento aflore em mim
a nítida lembrança dos meus melhores sonhos
e que eu me desfaça dos silêncios
que tornaram meus dias mornos e enfadonhos.
Que eu flutue ao sabor desse vento
acariciada pelo sopro voraz
de novos e doces sentimentos,
e que o tardio reflexo enigmático
de felicidade,
(em meu corpo, em minha alma)
acalente minha saudade.
Que o vento devolva-me a essência
em breve.
Que esse vento me leve...
Elise
Escrito por Elise às 20h33
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Eu sempre gosto de tudo o que essa moça escreve. A forma sensível como ela encara a vida, o amor e a arte em geral, me encanta e surpreende. Mas, surpresa mesmo, fiquei quando soube que o belo poema em homenagem aos poetas, era a mim dedicado, porém homenageando a todos, sem exceção. Obrigada, Geórgia poeta! Que Deus te conserve a inspiração, e te conserve a amiga que é. Love you!
O poeta
Todo poeta é apaixonado
A paixão aquece
a gente
Todo poeta é criança
A criança vê
diferente
Todo poeta é sofredor
de um jeito inconseqüente
Todo poeta é namorador
dessa vida pungente
(Com um beijo especial para Elise.)
http://pontoge.zip.net
Escrito por Elise às 00h02
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(Foto: Black Knight-Zé Carlos)
Crava
tua digital sagrada
na minha saudade,
na minha pele eriçada
e afugenta
minha lágrima derramada.
Macula
meu corpo suado,
minha inocência contida,
meu olhar dissimulado
e aprisiona
teu corpo em minha vida.
Dilacera
minha dor, por querer-te,
minha mágoa, por não ter-te,
meu desejo, meu coração.
Edifica-me,
tomando posse da minha razão.
E invada
essa tua reconstrução...
Elise
Escrito por Elise às 17h17
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(Foto: Bane Abolute)
Em fragmentos,
sobrevivo
emudecida
pelo pulsar pálido
deste coração
que foi seu.
Já não tenho voz.
Devoraste
minha palavra
meu verbo
meu verso...
Elise
Escrito por Elise às 11h08
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(Foto: Antonio Ramos)
Eu, como um navio,
sucumbido em ondas calmas,
engolindo nessas águas claras
os teus bordados de espuma.
Nau à deriva,
das tuas ressacas encantadas,
da tua maresia enternecida,
dessa imensidão que me dá vida...
Naviforme,
moldada em teus mares,
naufragando os meus pesares,
mergulhando em teus anseios...
Amando...
Navegando...
Elise
Escrito por Elise às 20h22
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O que se diz numa hora dessas, se frase alguma jamais vai expressar o sentimento de quem leu isso numa noite que se fazia fria? Se não há qualquer palavra de dicionário que sequer aproxime-se da minha alegria?
Regis, hoje, consegui me calar. As mãos abençoadas desse moço, que certamente encanta a todos, decidiu criar vida própria, decidiu me desarmar. E me dar alegria, e fazer minha noite mais aquecida.
Obrigada, querido amigo! Meu silêncio momentâneo falará por mim..

Cartas de Elise...
As cartas chegam assim
sem carteiro, sem campainha
não há sequer envelopes
trazem corações invisíveis
pintados com as cores da magia
emoções estampadas em cada linha
falam de sensualidade
sussurram eternidade
chegam e tocam como carícias
às vezes, em cascata,
outras, em avalanches
provocam suspiros
induzem sonhos
traduzem
mas há a marca da mulher na poeta
que deixa sinais
reinventa o êxtase
quebra limites
como deusa cria...
dom maior do ser humano
São cartas
Poesia em gotas
sonhos e prazeres de Elise.
Escrito por Elise às 02h36
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(Imagem: Vanda Malvig)
Vestida de sedução,
encontro-te
decifrando meus gestos insinuantes,
que buscam teus olhos intrigantes ;
e solicitando-me devaneios,
deslizas por minha pele,
descobrindo meus anseios,
sorvendo das minhas fontes,
ultrapassando meus horizontes,
provocando-me com paixão.
E segredando-te meus ensejos,
aprisiono teu coração.
Desnudo-me,
e senhora dos teus desejos,
visto-me do teu amor...
Elise
Escrito por Elise às 13h20
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(Foto: Fernando Amaral)
Venho das sombras,
que oscilam nesses espelhos,
onde me reflito e me possuo.
Venho de um distante deserto,
de um oásis incerto,
onde, imaginária, me incluo.
Venho eu, entardecer sensível,
e sendo inflexível,
domino e destruo.
Venho, querendo ir,
venho apenas por vir,
mas sempre venho.
Elise
Escrito por Elise às 15h50
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(Foto:Alexandre T.)
Há dias ela se sentia assim. Estava plena.
Um certo entusiasmo, uma inexplicável dor no corpo. Um charme único despertado por essa mistura delicadamente bela que agora brotava dentro dela.
A ternura nos olhos era latente. A explosão de sentimentos entrelaçados em sua expressão transbordava.
Curvas mais torneadas e seios que cresciam, junto com um apetite voraz. Tudo parecia ter mais gosto e sabor. E o espelho revelava - se seu melhor amigo.
A vida tinha lhe sido grata. Deu-lhe mais do que um amor.
Seu coração havia pulsado com o gozo de seu homem. E seu ventre deu abrigo ao filho de ambos.
Elise
*para uma amiga querida.
Escrito por Elise às 00h32
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Auto-retrato
Que estranha doçura, que estranha chatice
Há nessa expressão do teu modo de ser
Menina ou mulher, ninguém te disse
Apenas minha voz - confessei sem querer.
Quando vens para mim, a brincar ao meu lado
Fico a olhar tua pálida candura
Meu coração, então, é pássaro agitado
A fitar teus outros olhos, com indiferença e ternura.
Que faço contigo, minha outra mulher-menina,
Se em tua alma há uma brasa ardente
Que incomoda, grita, dói e alucina
E te faz esse ser inquieto e diferente...
Elise
Escrito por Elise às 18h00
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(Foto:Francisco Lopes)
Apoderou-se docemente de mim,
feito sol esquentando manhã de orvalho;
e foi determinado, assim,
como peregrino buscando um único atalho.
Dissipou meus íntimos medos,
partilhou comigo seus segredos,
revelou-me suas memórias
e vitórias,
enterneceu-se com minha mais pura verdade :
amá-lo,
e encheu-me de intensa felicidade,
ao ofertar-me seu coração,
quando eu disse que ia habitá-lo.
Éramos sós
e passamos a ser dois,
e tornamo-nos um,
completando-nos,
e somente assustou-se quando
num momento divino, sagrado,
sentiu o peito úmido... molhado...
-Não te assustes – eu sussurrei.
-Essa chuva sou eu,
contigo
me encantando,
sou eu
em gotas,
te amando.
Elise
Escrito por Elise às 03h03
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(Foto: Miguel Godinho)
No momento em que tu chegas
eu me achego,
desperto, me liberto,
adivinho tuas taras
e me dou sem amarras
sentindo-me inteira,
e sendo tua companheira
me preencho.
É teu corpo entrando em cada vazio da minha vida...
Elise
Escrito por Elise às 17h59
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(Foto: Ricardo Faria)
Era verão, madrugada,
dessas com ares de imensidão,
densa, parada.
Tudo me remetia à saudade,
à paixão, à liberdade.
E eu, sem pressa, nem hora,
sem já, nem agora,
desperta,
dirigia por uma estrada deserta..
Aromas noturnos lá fora,
luz de prata a guiar meus caminhos,
a lembrar-me nossos carinhos,
a insistir-me tua presença,
sugerindo no escuro,
um passado, um futuro..
E num momento,
sob o firmamento,
quebrei meus muros,
abri a janela,
soltei meus cabelos,
apaguei meu cigarro,
e assim meio confusa,
parei o carro e tirei minha blusa.
Bailei conforme a cadência
da canção que insistia,
e portei-me como deveria.
Levantei minha saia,
desfiz-me da calcinha,
afastei minhas pernas e meus medos,
acendi minha libido,
e brinquei com meus desejos,
imaginando tuas bobagens no ouvido.
Fiz-me úmida.
Fiz-me fêmea.
Tua lembrança intumesceu-me.
E sem cuidado ou pudor,
acariciei-me o sexo, a boca,
invadi-me do teu amor,
e toquei-me como louca.
Divaguei em teu cheiro,
intimando-me com o meu prazer.
Amiguei-me com meus dedos,
e gritei todos os meus segredos,
derramando meu líquido e meu tesão,
perfumando-me a alma,
abrindo-me o coração.
Deitei o banco do carro,
e amei-me ali...
Agora acendo outro cigarro,
e o que me resta,
é tudo o que senti:
seu sussurro imaginado,
minha vida em festa,
e meu orgasmo saciado,
que entrego a ti.
Elise
Escrito por Elise às 20h52
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